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A ciência tem alcançado êxito impressionante na investigação do Universo físico e na elucidação de como ele funciona. A pesquisa científica também levou à erradicação de muitas doenças horríveis e nos deu esperanças de eliminar muitas outras. E a investigação científica alcançou outro efeito numa direção completamente diferente: ela serviu para libertar muita gente de medos supersticiosos. Por exemplo, ninguém precisa mais pensar que um eclipse da Lua é causado por algum demônio assustador, que necessita ser apaziguado. Por tudo isso e por inúmeras outras coisas devemos ser muito gratos.

Porém, em algumas áreas, o próprio sucesso da ciência tem também conduzido à ideia de que, por conseguirmos entender os mecanismos do Universo sem apelar para Deus, podemos concluir com segurança que nunca houve nenhum Deus que projetou e criou este Universo. Todavia, esse raciocínio segue uma falácia lógica comum, que podemos ilustrar como segue.

Tomemos um carro motorizado Ford. É concebível que alguém de uma parte remota do mundo que o visse pela primeira vez e nada soubesse sobre a engenharia moderna pudesse imaginar que existe um deus (o sr. Ford) dentro da máquina, fazendo-a funcionar. Essa pessoa também poderia imaginar que quando o motor funcionava suavemente o sr. Ford gostava dela, e quando ele se recusava a funcionar era porque o sr. Ford não gostava dela. É óbvio que, se em seguida a pessoa passasse a estudar engenharia e desmontasse o motor, ela descobriria que não existe nenhum sr. Ford dentro dele. Tampouco se exigiria muita inteligência da parte dela para ver que não é necessário introduzir o sr. Ford na explicação de funcionamento do motor. Sua compreensão dos princípios impessoais da combustão interna seria mais que suficiente para explicar como o motor funciona. Até aqui, tudo bem. Mas se a pessoa então decidisse que seu entendimento dos princípios do funcionamento do motor tornavam impossível sua crença na existência de um sr. Ford, que foi quem de fato projetou a máquina, isso seria evidentemente falso - na terminologia filosófica ela estaria cometendo um erro de categoria. Se nunca houvesse existido um sr. Ford para projetar os mecanismos, nenhum mecanismo existiria para que a pessoa entendesse.

Texto escrito por John C. Lennox, que é professor da Univerdade de Oxford, na Inglaterra, é autor do livro "Por que a ciência não consegue enterrar Deus?", pelo qual, conforme a Folha, "usa linguagem simples e citações de outros autores para mostrar que as descobertas feitas pelo homem não excluem a existência de um Deus. Lennox também expõe o que considera as fraquezas da ciência e revela que a maior parte das respostas que ela oferece são especulações teóricas que precisam da fé da comunidade científica para existir. Ele ainda ressalta momentos em que os acadêmicos precisaram se desmentir e até voltar atrás com suas afirmações." O trecho acima corresponde ao início do capítulo "Deus - Uma hipótese desnecessária?"

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Que tal defendermos o Evangelho com abraços e o bom exemplo?

Às vezes confundimos “ser cristão e defender o Evangelho” com apontar erros e dizer qual a maneira correta das pessoas se comportarem. Ser cristão é amar as pessoas independente do “quem” e “como”. É reclamar menos das coisas, é ser mais paciente e abraçar mais. Ser cristão é ter simplicidade, não aquela material, mas aquela na alma, entende? Sinceramente, o bom exemplo fala mais alto do que as palavras. Ao ler isso você talvez pode estar pensando que “falar é fácil.”

Confesso que também pensaria o mesmo. É muito difícil e, constantemente, nos vemos errando. Mas aí está a verdade sobre ser cristão: é uma luta diária contra a fraqueza, e a cada dia nós buscamos ser um pouco mais parecidos com Jesus Cristo, e isso é realmente difícil. O que não podemos fazer é deixar de buscar.

Como foi dito em Mateus 5, versos 14 e 15:

“Vós sois a luz do mundo. Uma cidade edificada sobre um monte não pode ser escondida. Igualmente não se acende uma candeia para colocá-la debaixo de um cesto. Ao contrário, coloca-se no velador e, assim, ilumina a todos os que estão na casa...”

Cada um de nós possui a sua diversidade de falhas e, então, que busquemos ser ajudadores e não juízes, porque também está escrito:

“Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Ao invés disso, façamos o propósito de não pôr pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão. ” (Romanos 14:13).

Porque ser cristão é isso... É ser luz e, assim, de forma espontânea, iluminar as mentes que estão a nossa volta.



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Para algumas pessoas, infelizmente, integrar-se a uma denominação cristã é sinônimo de imposição de valores, de adoção de regras, de autopunição ou quaisquer outras privações. Para outras, é adotar um novo vestuário, uma nova postura aos finais de semana.


Estas mesmas pessoas são aquelas que se esquecem do martírio sofrido por Cristo Jesus a fim de remir toda alma contristada e abatida; que se esquecem que Deus é Aquele que criou o céu; fez vir o dilúvio sobre a terra; abriu o mar para Seu povo; prometeu enviar o Messias; enviou o Seu Unigênito Filho para nos tornar livres, o que já verdadeiramente somos; fez, faz e cumpre promessas em nossas vidas, coletiva e individualmente. Se esquecem que Deus é bondoso, benigno, misericordioso, piedoso, mas também é como um fogo devorador, um Deus que se ira todos os dias, um Juiz justo.

Estas pessoas ainda teimam em querer, por sua tremenda burrice, dormência espiritual e ignorância, não acreditarem que as coisas de Deus são propostas, não impostas; trocam verdades por mentiras; duvidam de Deus, brincam com Ele e com o próximo; querem desacreditar da Palavra, como se fosse mais cômodo retirar páginas da Bíblia, equivocadamente, caminhando a bel prazer.

Algumas delas, tomadas por pura emoção (e não conversão), tomam um belo banho d'água em qualquer tanque, impensadamente, assumindo, por conseguinte, uma responsabilidade única para com Deus, dando o primeiro passo... Infelizmente, muitas destas, caminham para o abismo e acreditam que lá no fundo está o verdadeiro paraíso, junto com suas libertinagens, mentiras e podridão, tempos depois de serem lavadas pelo sangue do Cordeiro, o sangue do Concerto Eterno, que embranqueceu suas vestes espirituais.

Tolas. Que vida de paz, amor, longanimidade e mansidão possuem os santos de Deus. Este povo santo, remido e eleito, não mede esforços para seguir sua missão, não teme o mal poder, nem sequer deseja parar no Caminho, o que é uma possibilidade nula. Os santos do Senhor são conscientes de que Jesus Cristo sofreu morte atroz, cancelando todo o castigo e lei punitiva aos pecadores que n’Ele crerem, se arrependerem e se batizarem; são cientes de que Deus é o mesmo sempre, invariavelmente; são convictos da doutrina de Cristo, nossa declaração de fé. Sabem que o batismo é só um ato simbólico de declaração e demonstração da crença no Filho de Deus como Salvador do mundo e Redentor de todas as almas, de uma representação externa de uma renovação interna.

Os resgatados testificam de que toda e qualquer mudança externa de acordo com a modéstia e moral cristã, só se obtém através da regeneração da alma, internamente, que age nas mentes e corações. Sabem também que aos desejos nossos devemos renunciar para agradarmos ao Senhor, a fim de seguirmos Jesus Cristo, o Modelo santo e perfeito, em Quem nos espelhamos.

Este povo cristão louva, venera, reverencia, adora, exalta, glorifica e tributa honra e império ao Poderoso Deus, Criador de todas as coisas, por intermédio de Jesus Cristo, o Intercessor, não desejando nada além daquilo prometido: a vida eterna em glória no céu, junto com os anjos e arcanjo, querubins e serafins. Os cristãos sabem que lá no céu não haverá dor, nem morte, nem tristeza, nem ranger de dentes, nem noite, porque todas as coisas terrenas serão passadas; lá só existirá regozijo, vida, paz, amor e o tempo não fará mais nenhum sentido, portanto, nenhum de nós irá se cansar de louvar ao Senhor perpetuamente, pois o tempo também é relatividade terrena; lá será um único dia, em que a luz virá do Onipotente Ser, aquele que é, que era e que há de vir novamente.

Os cristãos, outrora condenados por servirem ao Senhor, refugiados nas cavernas da terra, lançados em prisões inocentemente, nada esperam dessa vida peregrina; para eles, o que importa, de fato, são as delícias e primícias do reino eternal, reino pertencente aos coerdeiros do Salvador.

Sabiamente escreveu Salomão ao mencionar a brevidade das coisas terrenas, dos prazeres, do enfado frequente e da frustrante vida medíocre, que nos serve apenas como uma passagem para uma nova vida, da qual estamos certos de alcançá-la pela segurança da Graça de Deus, que nos preserva de todo o mal.

O mundo muda, as pessoas mudam, as concupiscências se adaptam, a corrupção do gênero humano é visível. Graça inefável e maravilhosa alcançamos por termos sido lavados pelo sangue do Concerto Eterno, que nos confirma a imutabilidade de Deus e de Jesus Cristo, que nos consola por Seu Espírito Santo. Nada mais nos falta se estamos n’Ele e Ele em nós; jamais nos sentiremos sós, tampouco desamparados ou deixados para trás. A nossa luta contra as potestades e hostes espirituais da maldade é diária, mas tudo enfrentamos com a armadura de Deus, com a couraça da justiça e o capacete da salvação. 

Se em nós estiver a Caridade de Deus, a bondade e bem-aventurança, com nosso bom testemunho, boas obras, obediência, fé e estarmos debaixo da Graça, nada jamais nos faltará nesta vida, e muito mais avultado galardão nos esperará lá nos céus. Tenhamos essa real certeza em nosso coração.

Assim, que a nossa fé seja verdadeira, que nosso objetivo seja único, que nossa força seja grande e nossa consciência tranquila, sem nenhuma incerteza. Longe do mal e perto de Cristo já estamos, já nos abrigamos da ira futura, do dia que virá como um ladrão de noite, quando então o céu se desfará como fogo e os elementos, ardendo, se fundirão. E nós, que vigiemos, por estarmos de pé, para que não caiamos.

Não tenhamos a pretensão de tomar o lugar de Deus como soberano Juiz que é. Deixemos cada um agir por sua própria consciência. Bem sabemos que muitos seriam os chamados, mas poucos os escolhidos. E se alguns se partiram é para que saibamos que está se cumprindo que estavam conosco, mas não eram de nós, porque, se fossem, permaneceriam conosco, e isso se manifesta apenas para provar que nem todos que estão conosco são de nós.
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A Graça Maravilhosa do Filho de Deus não é placa de igreja, não é título de denominação. A Graça é o favor imerecido que recebemos de Deus, através de Cristo Jesus, Seu Filho, enviado ao mundo, puro, inocente, sem pecado, para nos remir de nossas iniquidades e transgressões.
Na Epístola aos Efésios, no capítulo 2, o apóstolo Paulo explica um pouquinho melhor a respeito disso:

“E vos VIVIFICOU, estando vós MORTOS em ofensas e pecados. Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como os outros também.”

No trecho acima, pudemos ler que nós estávamos MORTOS nos nossos pecados, e não tínhamos nada para sermos redimidos perante Deus, não tínhamos nenhuma sequer virtude que pudesse nos livrar e já éramos filhos da ira de Deus, como os outros que ainda não foram agraciados por Ele também são. Mas, eis que, não tendo nenhum merecimento, a Graça nos alcança:

“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça, pela Sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.”

Ou seja, Deus, pela Sua infinita bondade e magnânimo amor, nos alcançou, por Sua Graça, em Cristo Jesus, e nos tornou a vivificar n’Ele, e ressuscitar por Ele. Jesus Cristo é a Graça!

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé…”

Vemos aqui a clara explicação de que Jesus Cristo é a Graça. Somente por Ele podemos ser salvos. Se não fosse Ele, jamais seríamos. Estaríamos ainda mortos em nossas ofensas e pecados. Somos salvos por Ele, por intermédio da fé, visto que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6) e que todo o que crer [ter fé] e for batizado, será salvo (Marcos 16:16). E Paulo complementa:

“(…) E isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”

Por fim, entendemos claramente que se não fosse a Graça de Deus ter-nos alcançado, jamais teríamos conseguido obtê-la, porque isso não vem de nós, mas é dom de Deus. Deus nos agraciou com Jesus Cristo, em Quem cremos e no Qual fomos batizados para perdão de nossas ofensas e pecados. (Atos 2:38)


Nenhuma obra nossa seria capaz de alcançar o favor do Senhor, nenhuma! Justamente para que ninguém se glorie… A glória toda é de Deus! Fomos feitos novas criaturas perante Ele, em Cristo Jesus, para novidade de vida, fazendo-nos caminhar em boas obras como resultado da irresistível Graça de Deus, não tendo as obras como meio para obtê-la.
Louvado seja Deus por esta tão maravilhosa, sublime, excelente e inefável Graça ter-nos alcançado mesmo que estivéssemos mortos em ofensas e pecados.

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