Não "mendigue" amor...















O que seria “mendigar” o amor?

Porque não devemos “mendigar” o amor?

Para compreender estas questões convém apresentar o significado de “mendigar” e o sentido do termo nesta composição. Tomemos o significado de “mendigar” como implorar: implorar ações, sentimentos, atitudes do outro que não estão dadas de “livre e espontânea vontade” ou de forma que não atende as nossas expectativas, digamos.

Provavelmente, você já tenha “mendigado” o amor em diversos momentos da sua vida, em algum relacionamento, com pessoas da sua família, com amigos.

Geralmente cobramos o amor das pessoas que estimamos, na qual, por vezes, não nos é retribuído com a mesma intensidade em que foi oferecido e, consequentemente, gera em nós tremendas frustrações. Tais frustrações podem nos bloquear e impedir que sejamos nós mesmos e de almejarmos os nossos valores.

Diante disso, enquanto cristã, procuro constantemente mesmo com a minha fragilidade humana compreender o amor do Criador pela nossa existência. Acredito que este amor tão puro, verdadeiro e sublime ao se constituir a base dos nossos pensamentos e das nossas ações, nos transforma dia após dia, nos aproximando do que é bom e esclarecendo que a cada desprezo, dificuldade e luta terrena, somente este amor é capaz de nos mostrar um futuro glorioso: a vida eterna.

Deus, ao enviar seu Filho unigênito para salvar a humanidade indigna de tanta misericórdia, colocou em prática o seu amor. Enquanto filhos e filhas deste amor é fundamental almejar e efetivar o mesmo em nossa realidade, já que somos privilegiados em conhecer o maior amor do mundo:
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar a alguém a sua vida pelos seus amigos”. (João 15:13)
Ao nos constranger, o amor de Jesus Cristo nos auxilia a perceber e enfrentar a realidade com outros olhos: tudo que vivemos aqui é passageiro, portanto, o que importa é nos dedicarmos ao Senhor de puro e sincero coração, incorporando os seu exemplo de obediência ao Pai. Neste sentido, as adversidades da vida terrena perdem a intensidade de nos abater, pois, mesmo vivenciando-as, temos a plena convicção do poder que o amor de Deus tem de nos curar, auxiliar e oportunizar o acalento para a nossa alma. Ninguém está tão presente em nossa vida e nos valoriza como Ele.
“Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”. (2 Cor. 5:14)
Por isso, não “mendigue” o amor de quem não tem a oferecer. Acalma o seu coração e prossiga. Prossiga exalando o que você tem de melhor independente do que receberá em troca, pois oferecemos sempre o que temos, e não podemos nos esquecer da honra de ter a experiência do maior amor do mundo.

Finalizo este breve texto, com um versículo que me move mesmo diante de tantos embaraços que surgem durante a nossa caminhada, a razão que esclarece o porque não é preciso “mendigar” o amor das pessoas, visto que como cristãos nossa missão é compartilhar com o outro a maior da razão da nossa vida: o AMOR FIEL, VERDADEIRO E REAL DE JESUS CRISTO, ou seja...

Ao invés de cobrar amor, recomenda-se dar amor;
Ao invés de cobrar um sorriso, recomenda-se sorrir;
Ao invés de criticar, recomenda-se ser a mudança;
Ao invés de reclamar sobre a vida, recomenda-se agradecê-la;
Somos resultados das nossas atitudes! Viver o amor de Jesus Cristo é usar de toda a nossa a nossa capacidade humana para amar a Deus sobre todas as coisas e o nosso próximo como a nós mesmos.
Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se esvanece”. (Tiago 4:14)


Por: Ariane Oliveira 

Lembra-te

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