Ficar: pode?

"Foge também dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o SENHOR" (2 Timóteo 2:22).

- Vocês estão namorando?
- Não, só estamos 'ficando'...




É bem comum este diálogo entre os jovens; mas se não é namoro nem amizade, o que é ficar?

Mariana Araguaia da equipe Brasil Escola define assim: "Ficar é uma expressão utilizada a partir do final da década de oitenta para nomear um tipo relação onde há beijos e carícias, mas que, diferentemente do namoro, não tem o compromisso como fator principal. O ficar não tem como pré-requisito conhecer anteriormente a pessoa e também não tem um tempo de duração definido; pessoas podem ficar no intervalo de um único beijo no recreio ou na saída da escola, uma noite inteira, no período das férias ou mesmo meses; sem, necessariamente ter a obrigação de ligar, ou mesmo de ficar apenas com essa mesma pessoa".

A pergunta que não quer calar. A definição de 'ficar' todos sabem qual é; se pode ou não pode, se é pecado ou não, é o que todos querem saber (torcendo que a resposta seja não).

Parece, mas não é. Ficar tem a intimidade do namoro sem o seu compromisso; hoje um(a) e amanhã outro(a) sem peso na consciência. Com certeza você já ouviu que a palavra do crente deve ser sim, sim e não, não (Mt 5:37; Tg 5:12) para que não caias em condenação. Se, condenamos aquilo que parece casamento e não é, por que a dúvida com aquilo que parece namoro mas não é?!

É pegar ou ficar. Quando aplicamos outras gírias/sinônimos (amassos, maios, ralos) percebemos que a intenção é somente o contato físico e vemos como é deplorável este comportamento. Falando nisso, ficar é uma expressão do século passado, neste, estão usando mais a expressão 'pegar'. Parece o lobo-mau correndo atrás da Chapeuzinho: "Eu vou pegar você".

Fraco e forte. Enquanto o forte pega todas, o fraquinho não pega ninguém. Isto lá no mundo, na igreja é o contrário; o forte vence a tentação e o fraquinho se entrega.

Ficar não machuca. As paixonites da juventude não raro terminam em corações partidos; essas desilusões parecem fazer o mundo desabar provocando nos jovens um sofrimento de dar pena; talvez para evitarem levar um 'fora' ou um pé no traseiro prefiram ficar que se envolver com alguém. Pode ser que pensem: Melhor ficar com o beiço caído do que com o coração partido.

Ficar é egoísta. Quando gostamos de alguém queremos o bem desse alguém, se o(a) namoramos pensamos na sua felicidade. Aqueles que ficam pensam somente em si. Quem namora pensa em dar; quem fica, só em receber.

Ficar pode ser perigoso. A geração de 'aparelho nos dentes' ignora os riscos de transmissão de doenças transmitidas através do beijo (herpes labial, mononucleose, hepatite B, entre outras). No ficar você pode acabar ficando com o que não quer.

Ficar incita a fornicar. Com os hormônios ebulindo, o contato físico promovido pelo ficar vai estimular os jovens a irem além de beijos, o que pode acabar numa transa e isto todos sabemos que é pecado.

Unindo o 'fútil' ao agradável. Ficar é gostoso! É também um comportamento leviano, imprudente e precipitado. O sexo é um privilégio para os casados; o beijo é permitido aos namorados.

Quem nunca ficou que atire a primeira pedra. Na minha mocidade eu fiquei bastante, mas quando me apaixonei por aquela que seria minha esposa desejei nunca ter ficado com ninguém, tive medo até de ela não me querer. Os beijos que trocamos durante nosso noivado não foram fúteis nem egoístas, foram sinceras demonstrações de carinho que considero legítimas e apropriadas para quem namora ou está noivo(a).

Se não valeu a resposta, valerá o conselho: Não fique com alguém amando a si, buscando um prazer para a carne; sim, namore alguém amando ela(e) buscando um deleite para a alma "...e como o noivo se alegra com a noiva, assim se alegrará contigo o teu Deus" (Is 62:5b).


Memorize: Se condenamos aquilo que parece casamento e não é, por que a dúvida com aquilo que parece namoro, mas não é?

Escrito por Ricardo Alexandre
Reproduzido, com permissão, por Fagner Fortunato

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