Fé consciente



Para algumas pessoas, infelizmente, integrar-se a uma denominação cristã é sinônimo de imposição de valores, de adoção de regras, de autopunição ou quaisquer outras privações. Para outras, é adotar um novo vestuário, uma nova postura aos finais de semana.


Estas mesmas pessoas são aquelas que se esquecem do martírio sofrido por Cristo Jesus a fim de remir toda alma contristada e abatida; que se esquecem que Deus é Aquele que criou o céu; fez vir o dilúvio sobre a terra; abriu o mar para Seu povo; prometeu enviar o Messias; enviou o Seu Unigênito Filho para nos tornar livres, o que já verdadeiramente somos; fez, faz e cumpre promessas em nossas vidas, coletiva e individualmente. Se esquecem que Deus é bondoso, benigno, misericordioso, piedoso, mas também é como um fogo devorador, um Deus que se ira todos os dias, um Juiz justo.

Estas pessoas ainda teimam em querer, por sua tremenda burrice, dormência espiritual e ignorância, não acreditarem que as coisas de Deus são propostas, não impostas; trocam verdades por mentiras; duvidam de Deus, brincam com Ele e com o próximo; querem desacreditar da Palavra, como se fosse mais cômodo retirar páginas da Bíblia, equivocadamente, caminhando a bel prazer.

Algumas delas, tomadas por pura emoção (e não conversão), tomam um belo banho d'água em qualquer tanque, impensadamente, assumindo, por conseguinte, uma responsabilidade única para com Deus, dando o primeiro passo... Infelizmente, muitas destas, caminham para o abismo e acreditam que lá no fundo está o verdadeiro paraíso, junto com suas libertinagens, mentiras e podridão, tempos depois de serem lavadas pelo sangue do Cordeiro, o sangue do Concerto Eterno, que embranqueceu suas vestes espirituais.

Tolas. Que vida de paz, amor, longanimidade e mansidão possuem os santos de Deus. Este povo santo, remido e eleito, não mede esforços para seguir sua missão, não teme o mal poder, nem sequer deseja parar no Caminho, o que é uma possibilidade nula. Os santos do Senhor são conscientes de que Jesus Cristo sofreu morte atroz, cancelando todo o castigo e lei punitiva aos pecadores que n’Ele crerem, se arrependerem e se batizarem; são cientes de que Deus é o mesmo sempre, invariavelmente; são convictos da doutrina de Cristo, nossa declaração de fé. Sabem que o batismo é só um ato simbólico de declaração e demonstração da crença no Filho de Deus como Salvador do mundo e Redentor de todas as almas, de uma representação externa de uma renovação interna.

Os resgatados testificam de que toda e qualquer mudança externa de acordo com a modéstia e moral cristã, só se obtém através da regeneração da alma, internamente, que age nas mentes e corações. Sabem também que aos desejos nossos devemos renunciar para agradarmos ao Senhor, a fim de seguirmos Jesus Cristo, o Modelo santo e perfeito, em Quem nos espelhamos.

Este povo cristão louva, venera, reverencia, adora, exalta, glorifica e tributa honra e império ao Poderoso Deus, Criador de todas as coisas, por intermédio de Jesus Cristo, o Intercessor, não desejando nada além daquilo prometido: a vida eterna em glória no céu, junto com os anjos e arcanjo, querubins e serafins. Os cristãos sabem que lá no céu não haverá dor, nem morte, nem tristeza, nem ranger de dentes, nem noite, porque todas as coisas terrenas serão passadas; lá só existirá regozijo, vida, paz, amor e o tempo não fará mais nenhum sentido, portanto, nenhum de nós irá se cansar de louvar ao Senhor perpetuamente, pois o tempo também é relatividade terrena; lá será um único dia, em que a luz virá do Onipotente Ser, aquele que é, que era e que há de vir novamente.

Os cristãos, outrora condenados por servirem ao Senhor, refugiados nas cavernas da terra, lançados em prisões inocentemente, nada esperam dessa vida peregrina; para eles, o que importa, de fato, são as delícias e primícias do reino eternal, reino pertencente aos coerdeiros do Salvador.

Sabiamente escreveu Salomão ao mencionar a brevidade das coisas terrenas, dos prazeres, do enfado frequente e da frustrante vida medíocre, que nos serve apenas como uma passagem para uma nova vida, da qual estamos certos de alcançá-la pela segurança da Graça de Deus, que nos preserva de todo o mal.

O mundo muda, as pessoas mudam, as concupiscências se adaptam, a corrupção do gênero humano é visível. Graça inefável e maravilhosa alcançamos por termos sido lavados pelo sangue do Concerto Eterno, que nos confirma a imutabilidade de Deus e de Jesus Cristo, que nos consola por Seu Espírito Santo. Nada mais nos falta se estamos n’Ele e Ele em nós; jamais nos sentiremos sós, tampouco desamparados ou deixados para trás. A nossa luta contra as potestades e hostes espirituais da maldade é diária, mas tudo enfrentamos com a armadura de Deus, com a couraça da justiça e o capacete da salvação. 

Se em nós estiver a Caridade de Deus, a bondade e bem-aventurança, com nosso bom testemunho, boas obras, obediência, fé e estarmos debaixo da Graça, nada jamais nos faltará nesta vida, e muito mais avultado galardão nos esperará lá nos céus. Tenhamos essa real certeza em nosso coração.

Assim, que a nossa fé seja verdadeira, que nosso objetivo seja único, que nossa força seja grande e nossa consciência tranquila, sem nenhuma incerteza. Longe do mal e perto de Cristo já estamos, já nos abrigamos da ira futura, do dia que virá como um ladrão de noite, quando então o céu se desfará como fogo e os elementos, ardendo, se fundirão. E nós, que vigiemos, por estarmos de pé, para que não caiamos.

Não tenhamos a pretensão de tomar o lugar de Deus como soberano Juiz que é. Deixemos cada um agir por sua própria consciência. Bem sabemos que muitos seriam os chamados, mas poucos os escolhidos. E se alguns se partiram é para que saibamos que está se cumprindo que estavam conosco, mas não eram de nós, porque, se fossem, permaneceriam conosco, e isso se manifesta apenas para provar que nem todos que estão conosco são de nós.

Fagner Fortunato

Jovem. Cristão. Leitor assíduo da Palavra de Deus. Persistente em ler, exortar e ensinar. Em busca da Sabedoria e Conhecimento, dons do Espírito Santo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário